Célia Regina Mensoni, Lucilia Madeira I. Carajoínas e José Carlos Baptista do Nascimento.
O Metrô possui muitas histórias de Trens e usuários, mas esta em particular é diferente, pois envolve trânsito e pedestres.
Em 1986 o Metrô implantava a Rede Metropolitana de Trólebus que ligaria o Jabaquara na Zona Sul de São Paulo à São Matheus na Zona Leste, passando por Diadema, São Bernardo e Santo André, simultaneamente à implantação do Anel Viário Metropolitano que ligaria a Zona Sul à Zona Leste fechando o anel com as Marginais Tietê e Pinheiros.
Eram 33 km de corredores de trólebus e 40 km de vias.
Em 1986 o Metrô implantava a Rede Metropolitana de Trólebus que ligaria o Jabaquara na Zona Sul de São Paulo à São Matheus na Zona Leste, passando por Diadema, São Bernardo e Santo André, simultaneamente à implantação do Anel Viário Metropolitano que ligaria a Zona Sul à Zona Leste fechando o anel com as Marginais Tietê e Pinheiros.
Eram 33 km de corredores de trólebus e 40 km de vias.
Diferentemente de São Paulo, as Prefeituras do ABC não possuíam uma Companhia de Engenharia de Tráfego – CET estruturada de forma a absorver tamanhas intervenções.
As implantações previam intervenções nas principais avenidas de Diadema, São Bernardo e Santo André. O tráfego local deveria ser desviado inúmeras vezes, com alterações de trajetos de linhas de ônibus, mudança de feiras livres, fechamento de ruas, mudanças de direção, mudanças de pontos de ônibus, etc. (o etc. é o pior). As três cidades seriam literalmente reviradas e não seria num feriado prolongado, seriam dois longos anos.
As implantações previam intervenções nas principais avenidas de Diadema, São Bernardo e Santo André. O tráfego local deveria ser desviado inúmeras vezes, com alterações de trajetos de linhas de ônibus, mudança de feiras livres, fechamento de ruas, mudanças de direção, mudanças de pontos de ônibus, etc. (o etc. é o pior). As três cidades seriam literalmente reviradas e não seria num feriado prolongado, seriam dois longos anos.
Para se ter a idéia da grandeza de um destes desvios posso citar o fechamento da Avenida Lions no cruzamento com a Avenida Caminho do Mar que ocorreu em janeiro de 1988, o desvio envolveu a implantação de 425 placas de sinalização/orientação e em complemento foi colocado um caminhão guincho em uma das ruas 24 horas por dia para qualquer eventualidade.
Na época eu era analista e tive a oportunidade de trabalhar nesta implantação sob coordenação do Engenheiro Fernando Salvador. No começo, ele era um pouco resistente em ter uma mulher, na época muito jovem, trabalhando na obra. Até hoje não sei se ele falava sério ou era brincadeira, mas logo pela manhã, junto com o bom dia, ele dizia: ”se mulher não fosse mulher não serviria para nada!” e me chamava de Maria e meu nome não é Maria.
Na época também não se falava em Assédio Moral.
Este trabalho foi incrível, foram dois anos percorrendo todas as ruas das três cidades com uma viatura tentando minimizar os transtornos causados pelas obras. As negociações com as prefeituras e empreiteiras eram difíceis, pois cada uma delas defendia seus interesses.
Um dos nossos maiores problemas era a chuva, pois a regra era não fazer implantação com chuva, para evitar acidentes. Nós aprovávamos os projetos e agendávamos o desvio e, no dia marcado, estavam lá, as placas os engenheiros, as viaturas, os empreiteiros, no dia anterior tínhamos distribuídos panfletos de aviso, o jornal local publicava a informação e aí chovia. Tudo era cancelado e reiniciado o processo. E no jornal a notícia: “o Metrô mente novamente“, o desvio tal não ocorreu.
Independente das dificuldades, a idéia foi inovadora e o êxito da implementação se deu pela qualidade da empresa contratada e a colaboração de todos os envolvidos.
Na época também não se falava em Assédio Moral.
Este trabalho foi incrível, foram dois anos percorrendo todas as ruas das três cidades com uma viatura tentando minimizar os transtornos causados pelas obras. As negociações com as prefeituras e empreiteiras eram difíceis, pois cada uma delas defendia seus interesses.
Um dos nossos maiores problemas era a chuva, pois a regra era não fazer implantação com chuva, para evitar acidentes. Nós aprovávamos os projetos e agendávamos o desvio e, no dia marcado, estavam lá, as placas os engenheiros, as viaturas, os empreiteiros, no dia anterior tínhamos distribuídos panfletos de aviso, o jornal local publicava a informação e aí chovia. Tudo era cancelado e reiniciado o processo. E no jornal a notícia: “o Metrô mente novamente“, o desvio tal não ocorreu.
Independente das dificuldades, a idéia foi inovadora e o êxito da implementação se deu pela qualidade da empresa contratada e a colaboração de todos os envolvidos.
E, meu grande amigo Fernando, continua me chamando de Maria até hoje.
Um comentário:
Legal! Só não entendi se foi a Maria Célia ou a Maria Lucilia...
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