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20/05/2009

Pessoal, o trabalho abaixo foi originado no curso de Especialização em Tecnologia Metroferroviária. Foi implantado e é um sucesso !

MONITORAMENTO CONTÍNUO em Jabaquara-Linha 1 e Vila Madalena-Linha 2 inova o atendimento da Manutenção

por Cleri Ane Ventura

O Metrô implantou um sistema de monitoramento contínuo, que detecta anormalidade em máquinas de chave, antes de uma falha operacional acontecer. Até aqui, a notícia já é ótima. Mas o melhor é que esse dispositivo foi criado pelos metroviários, Luiz Eduardo Argenton, do MTO/OFJ, Sérgio Barbosa, do MTS/REL, e Albert Haga, da GCS/CSM/CEL, a partir do trabalho de pós-graduação que estavam finalizando por intermédio da Unimetro. Depois da idéia de implantar um 'piloto' na via ter sido aprovada pela GMT, o metroviário Celso Maltes, do MTO/OFJ, também deu seu apoio realizando a programação do software necessário aos testes.

As máquinas de chave são os equipamentos responsáveis pela transferência dos trens de uma via para outra, por meio de um comando do CCO ou das salas técnicas, e algumas delas chegam a realizar cerca de 500 movimentos mecânicos diários. Nas extremidades das linhas, esses equipamentos possibilitam que os trens parem em uma ou outra plataforma das estações e reiniciem as viagens em direção ao outro extremo da linha.X01 em JAB-Linha 1

O 'piloto' foi montado nas máquinas de chave próximas à estação Jabaquara, um ponto crítico do sistema, em função da sua intensa utilização, e o resultado dessa implantação foi a redução de cerca de 75% das ocorrências operacionais nessas máquinas. Essa redução repercutiu diretamente na operação comercial e na imagem da Companhia, uma vez que quanto mais tempo as máquinas estiverem disponíveis para realizar as manobras dos trens, mais viagens serão realizadas e os deslocamentos da população serão mais rápidos. Trens na TM de ANR-Linha 1

Quando a máquina de chave apresenta algum tipo de problema, é o CCO quem detecta a falha e aciona um funcionário da estação para descer à via e movimentar manualmente a máquina, por meio de uma manivela, enquanto aciona a Manutenção para os reparos necessários, que ocorrem na própria via, em convivência com a circulação dos trens, para normalizar a situação rapidamente, pois toda essa operação interfere na prestação de serviços e, consequentemente, na vida dos usuários.

Antes da implantação do novo recurso, muitas das falhas que eram atendidas pela manutenção não tinham o diagnóstico prévio, com indicativos da causa do problema. Com a implantação do monitoramento contínuo, esse quadro mudou, pois o novo recurso, que mapeia as máquinas 24 horas, não só identifica a máquina com problema, como indica quais componentes internos à máquina provavelmente estão com alguma irregularidade. X01 em JAB-Linha 1

Além disso, sempre que ocorrer um desvio em relação aos parâmetros técnicos estabelecidos pela manutenção, um alarme é gerado na sala técnica da estação e na Central de Informações da Manutenção - CIM e um e-mail informando sobre a anormalidade é enviado, automaticamente, para as pessoas designadas das equipes de restabelecimento e via permanente, o que possibilita que, na grande maioria dos casos, o problema possa ser identificado e sanado antes mesmo de causar interferência nas viagens dos trens.

Ganhos obtidos com a implantação

Os ganhos são evidentes. As máquinas de chave próximas à estação Jabaquara tiveram 12 ocorrências em 2007. Com o novo dispositivo, esse número caiu para três ocorrências em 2008 e, até março de 2009, o número de ocorrências era zero. Das ocorrências de 2007, 11 aconteceram antes da implantação do monitoramento e uma depois. X64 em VMD na Linha 2Outro dado relevante é que outras três ocorrências foram registradas e corrigidas antes das falhas acontecerem, ou seja, deixamos de interferir na circulação dos trens em três situações.

O tempo de atuação da manutenção para corrigir os problemas também diminuiu em decorrência do diagnóstico prévio fornecido pelo monitoramento e, como o sistema registra, em gráfico, todos os movimentos da máquina, existe a disponibilidade de um histórico para estudo do desempenho do equipamento, de maneira mais rápida e à distância.

O monitoramento também reflete na equipe de manutenção da via permanente, que ganhou uma ferramenta de apoio na execução da sua manutenção preventiva, pois pode identificar, antes da equipe se dirigir à máquina, como está o seu desempenho.

Além de todos esses ganhos, obtidos sem interferir nos equipamentos já instalados na via, o sistema possibilita visualizar os gráficos registrados em qualquer ponto do Metrô, uma vez que ele está interligado à intranet.VÍDEO disponível na Metronet no seguinte caminho em Servidor de REDE : \\Sa2pat\Publico\monit_maq_chave\maq.mpg

“Como os resultados são muito satisfatórios, uma nova experiência está sendo realizada nas máquinas próximas à estação Vila Madalena e, em breve, teremos subsídios para análise dos ganhos”, afirmam Argenton e Sérgio Barbosa.

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